Três militares e um cidadão de nacionalidade chinesa foram detidos na cidade da Beira, província de Sofala, indiciados pelo crime de porte de armas proibidas e tentativa de venda ilegal de material bélico.
Os suspeitos foram surpreendidos, na semana passada, na posse de mais de duas mil armas de fogo de diversos calibres, todas em estado obsoleto. O material seria vendido a uma fábrica de fundição de ferro pertencente ao cidadão estrangeiro.
De acordo com as autoridades, os militares pretendiam comercializar o armamento, contrariando as normas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), que determinam que armas obsoletas devem ser destruídas e não comercializadas.
Segundo o porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Sofala, Martinho Mucheguerre, o processo já deu entrada naquela instância judicial.
“Como tribunal temos a dizer que efectivamente confirmamos que esses autos deram entrada a este tribunal. Três militares, que para lá se dirigiram com recurso a uma viatura das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, e um cidadão chinês, supostamente proprietário da fábrica, que iria receber esse material bélico em estado obsoleto”, explicou.
O tribunal não avançou detalhes sobre a origem das armas encontradas na viatura militar. Entretanto, os arguidos encontram-se detidos na Cadeia Central da Beira, onde já foram submetidos ao primeiro interrogatório na secção criminal.
As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
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