As autoridades judiciais da Moçambique procuram Mário Sérgio Maluvele, que se encontra em parte incerta, após ter pago uma caução de 3 milhões 60 mil e 100 meticais com cheques sem cobertura.
O estratagema permitiu a sua libertação por ordem de um juiz de instrução criminal, seguida de uma fuga imediata.
Segundo a investigação, Maluvele é réu num processo-crime em curso no Tribunal Judicial do Distrito de Maputo, antigo Distrito Municipal de KaMpfumo.
Durante a fase de instrução, o magistrado determinou que o arguido só poderia ser solto mediante o pagamento da referida caução.
Entretanto, Maluvele, com a alegada conivência do seu advogado, Espírito Santo Monjane, apresentou cheques sem cobertura bancária ao tribunal. O juiz, acreditando na validade dos documentos apresentados, ordenou a libertação imediata do réu.
A fraude foi descoberta apenas depois da soltura, quando o tribunal verificou que os cheques não tinham qualquer cobertura bancária, configurando uma burla contra o Estado e o sistema judicial. Desde então, o arguido encontra-se em local desconhecido, beneficiando indevidamente da liberdade que lhe foi concedida.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo lançou um alerta público, solicitando que qualquer cidadão com informações sobre o paradeiro de Mário Sérgio Maluvele comunique imediatamente à esquadra policial mais próxima.
As autoridades garantem que estão a decorrer diligências para responsabilizar o arguido e o advogado alegadamente envolvidos no esquema.
VEJA TAMBÉM:
Venâncio Mondlane diz estar preparado para julgamento no Tribunal Supremo
Acidente rodoviário provoca 15 mortos e 17 feridos no distrito de Marávia, em Tete
Homem condenado a sete anos de prisão por actos sexuais com menor em Maputo

