Grupos cibernéticos alinhados ao Irão intensificaram ataques contra alvos em Israel e nos Estados Unidos, após a ofensiva militar conjunta anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo relatos divulgados em canais digitais, mais de 20 grupos pró-Irão ter-se-ão unido numa espécie de “aliança islâmica” envolvendo hackativistas e grupos cibercriminosos. Até ao momento, há registos de ataques DDoS (negação de serviço) e alegações de tentativas de intrusão em sistemas SCADA, utilizados para controlo e monitorização de infraestruturas críticas.
Entre os grupos mencionados está o Handala Group, que já havia assumido ataques anteriores contra empresas israelitas. Um canal no Telegram denominado “Cyber Islamic Resistance” apelou à mobilização geral de grupos cibernéticos e alegou a existência de uma vulnerabilidade no aplicativo do Comando da Defesa Civil de Israel — informação que não foi confirmada de forma independente.
O grupo RipperSec reivindicou um ataque DDoS que terá colocado temporariamente offline um site noticioso israelita. Outros domínios associados a empresas como B Communications Ltd e Israel Bonds também teriam sido afectados, segundo publicações em redes sociais.
Mensagens atribuídas a grupos como Cyb3rDrag0nzz e FAD Team indicam adesão à chamada “Sala de Operações Eletrônicas do Eixo da Resistência Islâmica”, com promessas de intensificação das acções. Uma das alegações envolve suposta tentativa de ataque a sistemas SCADA, considerados vitais para sectores como energia, água e transportes.
Por outro lado, a revista Wired noticiou que o aplicativo religioso islâmico BadeSaba terá sido alvo de um ataque informático. Utilizadores no Irão relataram o recebimento de notificações incentivando rendição popular e adesão a forças de “libertação”, com promessa de amnistia. O aplicativo conta com mais de cinco milhões de downloads na Google Play Store.
As informações sobre os ataques e contra-ataques circulam sobretudo em redes sociais e canais de mensagens, sendo que várias alegações ainda não foram confirmadas por fontes independentes. O cenário indica uma escalada da tensão também no domínio digital, paralelamente aos confrontos militares.
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