Pelo menos 56 cidadãos moçambicanos foram detidos na África do Sul por alegado envolvimento em atividades de mineração ilegal, durante uma operação conjunta realizada na região de Westonaria, na província de Gauteng.
A ação envolveu a Polícia sul-africana, as Forças Armadas e empresas de segurança privada, culminando na detenção de mais de 200 suspeitos ligados à extração ilegal de minérios, conhecidos localmente como “zama-zamas”.
Entre os detidos estão mais de 100 cidadãos do Lesoto, 56 moçambicanos, 21 sul-africanos e quatro zimbabweanos. Segundo as autoridades, 170 dos suspeitos encontram-se em situação migratória irregular, incluindo todos os cidadãos moçambicanos detidos, que deverão também responder por infrações relacionadas com imigração ilegal.
De acordo com a Polícia de Gauteng, a operação permitiu ainda apreender munições de guerra. Um dos cidadãos sul-africanos foi encontrado na posse de mais de 120 munições para metralhadoras do tipo AKM, reforçando as suspeitas de ligação da rede a grupos criminosos armados.
A porta-voz da Polícia de Gauteng, Tintswalo Sibeko, afirmou que Westonaria continua a ser uma das zonas mais afetadas pela criminalidade violenta associada à mineração ilegal e garantiu que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos.
A mineração ilegal permanece um dos maiores desafios de segurança pública na África do Sul, estando frequentemente associada a redes criminosas, tráfico de armas e condições extremas de trabalho. Em janeiro do ano passado, uma operação semelhante na província de North West terminou com a morte de mais de 80 cidadãos estrangeiros, entre os quais moçambicanos, que ficaram presos no interior de uma mina desativada.

