O Benfica poderá, em teoria, evitar cumprir o castigo de um jogo à porta fechada na primeira jornada da I Liga, mas a possibilidade é considerada extremamente difícil de concretizar.
Depois de o Tribunal da Relação confirmar a sanção aplicada pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), surgiu a especulação de que o encontro particular frente ao Belenenses, marcado para 24 de julho, poderia servir para cumprir o castigo.
No entanto, especialistas em direito desportivo explicam que tal apenas seria possível se o jogo adquirisse caráter oficial, deixando de ser um simples amigável.
Taça de Honra surge como hipótese remota
Uma das soluções apontadas seria integrar o encontro na Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa, competição que não se realiza desde a temporada 2014/15.
Contudo, esse cenário é considerado pouco provável, uma vez que a prova não faz parte do calendário oficial da nova época e teria de ser aprovada em tempo recorde pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Além disso, o regulamento da competição prevê critérios específicos de participação, tornando ainda mais complexa uma eventual reativação apenas para esse efeito.
Castigo deverá ser cumprido frente ao Académico de Viseu
Perante este cenário, tudo indica que o Benfica cumprirá a sanção na primeira jornada da I Liga, frente ao Académico de Viseu, disputando o encontro sem público nas bancadas do Estádio da Luz.
O castigo resulta de vários processos relacionados com o uso e arremesso de material pirotécnico por adeptos benfiquistas em jogos da temporada 2022/23.
Benfica contesta decisão
Num comunicado divulgado após a confirmação da sentença, o Benfica reiterou que adotou todas as medidas possíveis para impedir a entrada e utilização de pirotecnia nos seus jogos.
O clube considera a sanção “manifestamente desproporcionada”, defendendo que milhares de sócios e adeptos serão injustamente penalizados por comportamentos praticados por uma minoria.
Os encarnados lamentam ainda aquilo que consideram ser um tratamento desigual relativamente a casos semelhantes envolvendo outros clubes portugueses.
Apesar da contestação, o processo encontra-se encerrado do ponto de vista judicial, pelo que o Benfica deverá iniciar a nova edição da I Liga sem o apoio dos seus adeptos nas bancadas.

