As manifestações violentas e consideradas ilegais provocaram um prejuízo estimado em 27,4 biliões de meticais ao Estado moçambicano, segundo dados apresentados pelo Chefe do Estado durante uma intervenção na Assembleia da República.
De acordo com o Presidente, os protestos, que se estenderam por cerca de seis meses, deixaram impactos profundos em vários sectores da economia e das infraestruturas públicas e privadas em todo o país.
Entre os principais danos registados estão a destruição de 1.733 estabelecimentos, incluindo fábricas, armazéns e agências bancárias. Foram igualmente destruídos 339 edifícios públicos, entre esquadras policiais, hospitais e escolas, comprometendo seriamente a prestação de serviços essenciais à população.
O setor das infraestruturas energéticas e de comunicações também foi fortemente afetado, com 176 postos de energia vandalizados, 59 torres de telefonia móvel destruídas e 16 portagens danificadas, o que agravou ainda mais as dificuldades de mobilidade e comunicação em várias regiões.
Além dos danos materiais, o Presidente destacou o impacto social das manifestações, sublinhando que cerca de 50 mil postos de trabalho foram perdidos, afetando milhares de famílias moçambicanas.
O Governo reafirmou que está a trabalhar na reposição gradual das infraestruturas danificadas e no relançamento da atividade económica, defendendo simultaneamente a necessidade de preservar a ordem pública e a estabilidade social.
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