O Zimbabué decidiu suspender, nesta quinta-feira, um acordo de assistência sanitária avaliado em 367 milhões de dólares com os Estados Unidos, alegando que as condições impostas poderiam comprometer a soberania nacional.
Segundo o secretário permanente das Relações Exteriores, Albert Chimbindi, o Presidente Emmerson Mnangagwa ordenou a interrupção das negociações por considerar que o memorando de entendimento incluía cláusulas classificadas como “desiguais” e prejudiciais à independência do país.
Entre os pontos de discórdia estariam alegados pedidos de acesso a dados de saúde de cidadãos zimbabueanos, interpretados por Harare como possível ingerência externa, bem como disposições relacionadas com recursos minerais estratégicos.
Por sua vez, a embaixadora norte-americana no Zimbabué, Pamela Tremont, manifestou pesar pela decisão, sublinhando que os fundos seriam aplicados em programas de combate ao HIV, tuberculose, malária e no reforço da saúde materno-infantil.
A decisão reacende o debate sobre os limites entre cooperação internacional e soberania nacional, sobretudo quando acordos de ajuda envolvem partilha de dados sensíveis e sectores estratégicos da economia.
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