O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que Moçambique deve reduzir as despesas com a função pública, incluindo cortes salariais e a eliminação do pagamento do 13.º salário, como forma de garantir maior equilíbrio das contas públicas.
De acordo com o relatório divulgado após as consultas regulares ao país, o FMI aponta que a folha salarial representa 14,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, uma das mais elevadas da região, correspondendo a quase metade do orçamento do Estado.
A instituição recomenda que o país reduza a despesa salarial para pelo menos 11 por cento do PIB. Entre as medidas sugeridas está a suspensão do 13.º salário já em 2026, com um plano de reintegração progressiva: 25 por cento em 2027 e 50 por cento em 2028.
Segundo o FMI, estas acções são consideradas necessárias para assegurar a sustentabilidade fiscal, reforçar a estabilidade macroeconómica e criar espaço para investimentos prioritários.
O tema já começa a gerar debate, sobretudo quanto ao impacto social das medidas sobre os funcionários públicos e suas famílias, num contexto económico ainda marcado por desafios estruturais.
VEJA TAMBÉM:
Chapo e Banco Mundial reafirmam compromisso financeiro até 2031

