O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) iniciou, nesta quinta-feira, uma operação nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), executando mandados de captura contra antigos gestores da companhia, na sequência de denúncias de alegadas irregularidades financeiras.
Foram detidos Pó Jorge, ex-director-geral; Hilário Tembe, ex-director operacional recentemente exonerado; e Eugénio Mulungo, responsável pela tesouraria. A acção ocorre após sucessivas suspeitas de gestão danosa e possíveis desvios de fundos públicos que vinham afectando a credibilidade da empresa estatal.
O caso de Hilário Tembe já havia sido sinalizado pelo GCCC, que recomendou a sua exoneração para não comprometer o curso das investigações. A LAM procedeu ao seu afastamento sem avançar detalhes públicos na altura.
Entre os esquemas sob investigação está o sector de catering, onde pagamentos de facturas alegadamente teriam sido duplicados sem fundamento legal, levantando suspeitas de enriquecimento ilícito. As autoridades indicam que os três detidos poderão não ser os únicos envolvidos, estando outros funcionários sob escrutínio.
O GCCC confirmou que cinco processos distintos estão em curso, todos voltados para apurar a dimensão das alegadas práticas de corrupção e avaliar a gestão financeira da companhia. A operação é vista como um sinal de maior rigor na responsabilização e na promoção da transparência na administração de empresas públicas.
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