O Benfica protagonizou uma das suas melhores exibições da época ao vencer o Nápoles, campeão de Itália, num triunfo claro que refletiu a superioridade tática e competitiva da equipa orientada por José Mourinho. Os encarnados marcaram dois golos, criaram várias oportunidades e anularam quase totalmente o ataque napolitano, que praticamente não teve hipóteses reais de golo.
A equipa portuguesa iniciou o jogo em 4x4x1x1, enquanto os italianos alinharam num 3x4x3 que rapidamente revelou fragilidades. Ao longo da partida, as duas equipas passaram por diferentes sistemas táticos, mas em todos eles o Benfica mostrou-se mais disciplinado, competitivo e eficaz — qualidades que Mourinho exigiu desde o primeiro minuto.
Surpresas de Mourinho dão resultado
José Mourinho apresentou duas surpresas no onze inicial:
- Tomás Araújo no lugar de António Silva, para enfrentar fisicamente Hojlund;
- Ivanovic a substituir Pavlidis, oferecendo mais mobilidade e diagonais curtas que desorganizaram a defesa italiana.
A estratégia funcionou. As movimentações de Ivanovic abriram espaços explorados por Leandro Barreiro e Richard Ríos, que foram determinantes no controlo do jogo.
Primeira parte dominada e golo merecido
O Benfica criou duas grandes oportunidades — ambas desperdiçadas — antes de inaugurar o marcador.
Aos 20 minutos, Richard Ríos finalizou com classe após movimento coletivo bem construído. Até ao intervalo, o Nápoles pouco produziu, com apenas um cabeceamento de Di Lorenzo a causar algum perigo.
Na segunda parte, maturidade e pragmatismo
Antonio Conte ajustou o seu sistema, mas o Benfica continuou a explorar as fragilidades da defesa italiana. Aos 49 minutos, após jogada de Ivanovic, Leandro Barreiro fez o 2-0 com um remate tecnicamente exemplar.
Com vantagem confortável, Mourinho optou por um futebol pragmático:
- Linha defensiva mais baixa,
- Jogo direto nos momentos de maior pressão,
- Reforço da estrutura em 5x4x1 para neutralizar o ataque de Conte.
Mesmo com os avançados gigantes Hojlund e Lucca em campo, o Nápoles não conseguiu ameaçar verdadeiramente Trubin.
Já o Benfica ainda dispôs de mais duas ocasiões claras, obrigando Milinkovic-Savic a boas defesas perto do final.
Triunfo categórico
O Benfica venceu com autoridade, disciplina tática e espírito competitivo — elementos que, mais do que talento individual, moldam uma verdadeira equipa. A exibição poderá servir de base para consolidar um modelo de jogo mais consistente e ambicioso no que resta da temporada.
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