Domingo, Maio 31, 2026
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Mr. Nhungue sai em defesa de Lukie e critica ataques nas redes sociais

O músico moçambicano Mr. Nhungue reagiu às polémicas declarações da cantora Lukie sobre a falta de espaço para artistas moçambicanos em Angola e criticou duramente os ataques dirigidos à artista nas redes sociais.

Numa publicação partilhada nas suas plataformas digitais, o cantor afirmou que muitos moçambicanos preferem “destruir os seus” antes mesmo de tentarem compreender a mensagem transmitida. Segundo ele, apesar de Lukie poder ter-se expressado de forma menos clara em alguns momentos, isso não justificaria o nível de ataques pessoais e humilhações públicas que se seguiram.

Mr. Nhungue condenou ainda comentários marcados por tribalismo e insinuações ofensivas contra a cantora, considerando que o debate perdeu o foco principal e transformou-se num julgamento público nas redes sociais.

“O mais curioso é que muitos falam como se fosse impossível artistas moçambicanos trabalharem em Angola. Isso não é verdade”, escreveu o músico, lembrando que vários artistas nacionais já actuaram e representaram Moçambique em diferentes mercados internacionais, incluindo o angolano.

O artista defendeu que o verdadeiro desafio da música moçambicana vai além da relação entre os mercados culturais dos dois países, apontando a falta de união interna como um dos principais problemas da indústria nacional.

Segundo Mr. Nhungue, enquanto outros países protegem e valorizam os seus criadores mesmo em momentos de polémica, em Moçambique basta “uma frase mal colocada” para surgir um forte “apedrejamento público”.

Na mesma reflexão, o músico destacou que uma indústria cultural forte não se constrói apenas com talento, mas também com respeito, estratégia, união e maturidade colectiva.

“Discordar é normal. Criticar também. Mas humilhar, tribalizar e atacar moralmente uma mulher porque deu uma opinião é sinal de desorganização social e cultural”, afirmou.

O cantor terminou apelando a mais união entre artistas, promotores, público e meios de comunicação social, defendendo que Moçambique precisa de “menos tribunais da internet e mais pontes”, numa altura em que o debate sobre o espaço da música moçambicana no mercado internacional continua a gerar forte repercussão nas redes sociais.

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