O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC) alertou que pelo menos dez países africanos estão sob risco de propagação do vírus do ébola, devido ao agravamento do surto que afecta actualmente a República Democrática do Congo e Uganda.
Segundo dados divulgados pela agência de saúde da União Africana, o surto na República Democrática do Congo já provocou cerca de 180 mortes, enquanto o Uganda confirmou mais três novos casos da doença, elevando para cinco o número total de infecções registadas desde o dia 15 de Maio.
Entre os países considerados em situação de risco estão a Tanzânia e a Zâmbia, que mantêm ligações fronteiriças estratégicas com Moçambique, sobretudo com as províncias de Cabo Delgado, Niassa e Tete. O alerta aumenta as preocupações em relação à necessidade de reforço da vigilância sanitária nas fronteiras da região.
O África CDC apelou aos governos africanos para intensificarem o controlo epidemiológico, reforçarem a triagem de viajantes e acelerarem mecanismos de resposta rápida para evitar a disseminação da doença além das zonas já afectadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o actual surto como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”, alertando para o risco elevado de propagação regional. A instituição sublinha ainda que não existe, até ao momento, uma vacina eficaz para a variante predominante do vírus actualmente em circulação.
O ébola é transmitido aos seres humanos através do contacto com animais infectados e espalha-se rapidamente por contacto directo com sangue, fluidos corporais, superfícies e materiais contaminados de pessoas infectadas.
Especialistas alertam que a movimentação populacional entre países vizinhos pode acelerar a transmissão da doença, caso medidas preventivas rigorosas não sejam adoptadas de forma coordenada entre os governos africanos.
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