Mais de sete mil pessoas necessitam de apoio alimentar e abrigo na província de Manica, na sequência das chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes, que continuam a provocar inundações e destruição de habitações em vários distritos.
Entre as vítimas está Cândida Paulo, mãe solteira de cinco filhos, que há cerca de duas semanas vive numa tenda improvisada, depois de a sua casa ter sido destruída pela força do vento e da chuva. Sem meios para recomeçar, apela por ajuda urgente.
“Quero apoio em casa, para ter onde viver com as crianças, porque não sei por onde começar para reconstruir a minha casa”, lamentou.
Situação semelhante vive Elisa Domingos, que também perdeu a sua residência e actualmente encontra-se numa cabana improvisada, em condições precárias.
De acordo com as autoridades locais, estas famílias fazem parte de um universo de mais de sete mil pessoas em situação de vulnerabilidade, com necessidades urgentes sobretudo ao nível de abrigo e assistência alimentar.
Esta sexta-feira, Celso Correia, chefe da brigada central da FRELIMO de assistência à província de Manica, visitou algumas das famílias afectadas, onde procedeu à entrega de apoio humanitário e apelou à solidariedade entre as comunidades para mitigar o sofrimento das vítimas.
Desde Dezembro último, as chuvas já provocaram 27 óbitos na província, afectando com maior severidade os distritos de Vanduzi, Gondola, Chimoio, Macate, Barué e Sussundenga, segundo dados oficiais.

