Sete funcionários do Ministério das Finanças de Moçambique foram detidos esta quinta-feira no âmbito de uma investigação relacionada com alegadas cobranças de comissões ilícitas em processos de contratação pública e fornecimento de bens ao Estado.
As detenções resultam de uma operação conduzida pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção, que também levou à detenção de alguns funcionários do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF), na cidade de Maputo.
Segundo informações apuradas, os funcionários detidos estão afectos ao sector do Tesouro e ocupavam posições consideradas estratégicas dentro do sistema financeiro do Estado.
O Ministério das Finanças volta assim a ser palco de detenções envolvendo quadros seniores, num caso que está a provocar forte repercussão nos bastidores da administração pública.
De acordo com fontes ligadas ao processo, o esquema de corrupção estaria relacionado com o pagamento de comissões ilegais em procedimentos de contratação pública, envolvendo fornecedores e entidades do Estado.
As investigações conduzidas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção decorrem há vários meses e tiveram início em Dezembro do ano passado, quando surgiram indícios de irregularidades no processo de adjudicação de contratos e fornecimento de bens.
As diligências permitiram reunir provas que apontam para a existência de um esquema organizado, no qual os suspeitos alegadamente se aproveitavam das suas funções para facilitar processos mediante o pagamento de vantagens financeiras.
A reportagem no local constatou forte presença policial nas imediações das instalações do Ministério das Finanças, com várias viaturas das autoridades estacionadas, indicando que a operação decorreu sob elevado nível de segurança.
Fontes próximas do caso indicam ainda que entre os detidos no CEDSIF poderão estar quadros seniores, incluindo membros ligados ao conselho de administração, suspeitos de participação no alegado esquema de corrupção.
As autoridades indicam que as investigações continuam e não está descartada a possibilidade de novas detenções nos próximos dias.
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