A segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza não poderá avançar enquanto Israel não cumprir os termos do pacto, declarou hoje um representante do Hamas à agência France-Presse (AFP). O acordo entrou em vigor em 10 de outubro deste ano.
Segundo Hossam Badran, membro do gabinete político do movimento islamita palestiniano, a trégua “não pode começar” enquanto os israelitas continuarem a violar o pacto e não cumprirem as suas obrigações. Entre os compromissos, Israel deveria ter reaberto a passagem de Rafah com o Egito ou aumentado a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, medidas que, segundo o Hamas, ainda não foram implementadas.
Badran afirmou ainda que o movimento solicitou aos países mediadores que pressionem Israel para garantir o cumprimento da primeira fase do acordo.
A trégua mantém-se frágil, com acusações mútuas de violações quase diárias, o que coloca em dúvida a implementação do plano de paz, do qual o atual cessar-fogo é apenas o primeiro passo.
Por sua vez, o Governo israelita condiciona a segunda fase da trégua à entrega, por parte do Hamas, dos restos mortais do último refém detido desde o ataque do grupo islamita a Israel, em 7 de outubro de 2023, episódio que deu início à guerra.

