As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) receberam duas aeronaves Embraer 190, recentemente adquiridas no âmbito do processo de renovação da frota, reforçando a capacidade operacional da transportadora nacional.
Os aviões regressaram ao País depois de terem sido submetidos a trabalhos de pintura e preparação técnica na África do Sul e deverão entrar em operação nas próximas semanas, logo que esteja concluído o processo de certificação junto da Autoridade de Aviação Civil.
As duas aeronaves já apresentam a nova identidade visual da companhia, integrada no processo de modernização da marca, que prevê a mudança gradual da designação de LAM para Air Moçambique.
Novos aviões entram ao serviço nas próximas semanas
O presidente da Comissão de Gestão Executiva da LAM, Dane Kondić, garantiu que as aeronaves encontram-se em perfeitas condições de funcionamento, faltando apenas concluir os procedimentos técnicos e administrativos antes do início das operações comerciais.
Segundo o responsável, os pilotos estão a efectuar as últimas verificações e avaliações exigidas, estimando-se que os aparelhos possam começar a operar dentro de três a quatro semanas.
Frota deverá aumentar para 11 aeronaves
Com a chegada dos dois Embraer 190, a LAM passa a dispor de quatro aeronaves próprias.
A estas juntam-se cinco aeronaves actualmente operadas em regime de aluguer (ACMI), elevando para nove o número de aviões ao serviço da companhia.
Entretanto, Dane Kondić revelou que mais duas aeronaves próprias encontram-se em manutenção, uma na Namíbia e outra, do modelo Q400, a receber intervenções nos motores.
Concluídos esses trabalhos, a frota operacional da transportadora deverá aumentar para 11 aeronaves.
Companhia negoceia compra de mais quatro aviões
A administração da LAM revelou igualmente que decorrem negociações avançadas para a aquisição de mais quatro aeronaves.
Caso o processo seja concluído com sucesso, a empresa prevê receber duas aeronaves até Outubro e outras duas até Dezembro, reforçando significativamente a sua capacidade operacional.
A expansão da frota faz parte da estratégia de recuperação da companhia e visa responder ao aumento da procura por ligações aéreas no mercado nacional.
Falta de pilotos continua a ser desafio
Apesar do crescimento da frota, a LAM reconhece que a disponibilidade de recursos humanos qualificados continua a representar um dos principais desafios.
Segundo Dane Kondić, a empresa dispõe actualmente de pilotos moçambicanos suficientes para operar os aviões existentes, mas poderá recorrer temporariamente a pilotos estrangeiros caso novas aeronaves sejam incorporadas antes da formação de mais quadros nacionais.
O responsável sublinhou que a formação de pilotos e engenheiros aeronáuticos exige tempo, investimento e certificações específicas, razão pela qual o reforço dos recursos humanos continuará a ser uma prioridade.
Com a modernização da frota e da identidade institucional, a LAM espera aumentar a oferta de voos domésticos, melhorar a qualidade dos serviços e consolidar o processo de recuperação operacional da transportadora nacional.

