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Seis franceses condenados por alegada ligação a grupos extremistas em Cabo Delgado

Seis cidadãos franceses foram condenados pela justiça do seu país por alegada tentativa de ligação a grupos extremistas que actuam na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

De acordo com informações divulgadas por órgãos internacionais, os condenados faziam parte de um grupo de jovens que teria sido radicalizado através da plataforma Telegram, onde participavam em canais dedicados à divulgação de conteúdos extremistas e propaganda jihadista.

As investigações indicam que os suspeitos utilizavam um canal identificado como “Team Mossoul”, através do qual partilhavam vídeos de ataques armados, mensagens de radicalização e discutiam possíveis deslocações para zonas de conflito.

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Segundo as autoridades francesas, as conversas tiveram início em Janeiro de 2024 e incluíam alegados planos de viagem para Moçambique, estratégias para evitar controlos de segurança e possíveis rotas de entrada com destino a áreas afectadas pela insurgência em Cabo Delgado.

Durante o processo judicial, os arguidos terão admitido o envolvimento na partilha de conteúdos extremistas e manifestado intenção de se juntar a grupos armados. As penas aplicadas variam entre dois e dez anos de prisão, embora um dos condenados, menor de idade à data dos factos, tenha recorrido da decisão.

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O caso volta a colocar Cabo Delgado no centro das preocupações internacionais relacionadas com o terrorismo e o extremismo violento, numa altura em que a região continua a enfrentar desafios de segurança apesar dos progressos registados nos últimos anos.

Especialistas alertam que as plataformas digitais continuam a ser utilizadas como ferramentas de recrutamento e radicalização, facilitando o contacto entre indivíduos em diferentes países e organizações extremistas.

Em Moçambique, o Governo afirmou não ter recebido, até ao momento, qualquer comunicação oficial sobre o caso, indicando que irá procurar mais informações através dos canais diplomáticos competentes.

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O episódio levanta igualmente questões sobre a capacidade de monitorização de redes internacionais de recrutamento e sobre os mecanismos de cooperação entre países no combate ao terrorismo transnacional.

As autoridades continuam a acompanhar a evolução do caso, enquanto crescem os apelos para o reforço das medidas de prevenção da radicalização online e da cooperação internacional em matéria de segurança.

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