O Governo de Moçambique negou a existência de negociações em curso com empresas distribuidoras de combustíveis para um eventual reajuste dos preços praticados no país, contrariando rumores que circulavam nos últimos dias.
O esclarecimento foi feito pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo. Segundo explicou, qualquer alteração nos preços dos combustíveis depende da evolução do mercado internacional e segue os mecanismos de regulação definidos pelas autoridades competentes.
Impissa destacou que a monitoria e actualização dos preços dos combustíveis não resultam de negociações pontuais entre o Governo e as gasolineiras, mas sim de avaliações técnicas conduzidas pela entidade reguladora do sector energético, que emite regularmente pareceres sobre o comportamento do mercado.
A posição do Executivo surge numa altura em que persistem preocupações entre os consumidores, sobretudo devido aos recentes aumentos dos combustíveis e ao impacto que estes têm no custo de vida, nos transportes públicos e nos preços de bens e serviços.
Nas últimas semanas, rumores sobre uma possível nova actualização dos preços geraram receios de novos aumentos em vários sectores da economia, especialmente no transporte de passageiros e mercadorias, altamente dependentes do gasóleo.
Apesar de afastar, para já, a existência de negociações para um novo reajuste, o Governo reiterou que a evolução dos preços continuará dependente de factores externos, incluindo as oscilações do preço do petróleo no mercado internacional e o contexto geopolítico global.
Especialistas defendem que a estabilidade dos preços dos combustíveis continua a ser um dos principais desafios para a economia moçambicana, numa fase marcada por pressões inflacionárias e pelo aumento do custo de vida das famílias.
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