O Banco de Moçambique prevê um agravamento do custo de vida nos próximos meses, num cenário marcado pela subida dos preços dos combustíveis, pressão inflacionária e impactos da instabilidade internacional.
O alerta foi feito pelo governador do Banco Central, Rogério Zandamela, após a reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), onde foram analisados os riscos económicos que continuam a afectar o país.
Segundo Zandamela, as incertezas em torno da inflação permanecem elevadas e poderão levar o país a registar inflação de dois dígitos a curto e médio prazo, dependendo da evolução dos conflitos geopolíticos internacionais, sobretudo no Médio Oriente.
De acordo com o Banco de Moçambique, o actual cenário económico resulta da combinação de factores internos e externos que pressionam os preços de bens e serviços no mercado nacional.
Entre os factores internos apontados estão a intermitência no fornecimento de combustíveis, as dificuldades logísticas e a lenta recuperação da produção nacional. Já do lado externo, a guerra no Médio Oriente continua a afectar os preços internacionais do petróleo e os custos de importação.
O Banco Central reconhece que a subida recente dos combustíveis terá impacto directo no transporte, distribuição de produtos e no preço de bens essenciais, aumentando a pressão sobre o orçamento das famílias moçambicanas.
Analistas económicos alertam que o agravamento da inflação poderá reduzir ainda mais o poder de compra da população, sobretudo num período em que os preços dos produtos básicos já apresentam tendência de subida em várias regiões do país.
O Executivo e o Banco de Moçambique continuam a acompanhar a evolução da situação económica internacional e os seus efeitos na economia nacional, numa altura em que o país enfrenta desafios ligados ao abastecimento de combustíveis e ao aumento generalizado do custo de vida.
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