O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu este sábado que o Governo continua a prestar assistência aos moçambicanos que regressam da África do Sul devido aos recentes actos de xenofobia, assegurando transporte, alimentação, acolhimento e apoio à reintegração.
Falando em Dar es Salaam, na Tanzânia, durante o balanço da sua participação na 50.ª Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), o Chefe do Estado manifestou solidariedade para com os cidadãos afectados e reafirmou o compromisso do Executivo em proteger os moçambicanos dentro e fora do país.
Segundo Daniel Chapo, o Governo mobilizou equipas consulares em Joanesburgo, Pretória, Cidade do Cabo, Nelspruit e Durban, além de uma equipa destacada na fronteira de Ressano Garcia, para prestar assistência aos cidadãos que regressam a Moçambique.
O Presidente explicou que o Estado está a garantir o transporte dos repatriados até às suas zonas de origem, sobretudo nas províncias de Gaza, Inhambane, Maputo e Manica. O apoio estende-se também aos cidadãos malawianos que utilizam Moçambique como corredor de regresso ao seu país.
Além da resposta humanitária, o Governo está a realizar o levantamento das competências profissionais dos repatriados, com o objetivo de facilitar a sua integração no mercado de trabalho e em projetos de desenvolvimento nacionais, incluindo iniciativas ligadas ao setor do petróleo e gás.
Daniel Chapo destacou ainda que Moçambique mantém acordos de mobilidade laboral com Portugal e os Emirados Árabes Unidos, que poderão criar novas oportunidades de emprego para os cidadãos regressados.
Segundo o Presidente, cerca de 800 jovens moçambicanos já foram colocados no mercado de trabalho português desde o início da cooperação, estando em curso a seleção de mais 300 trabalhadores para responder às necessidades daquele país.
Relativamente aos Emirados Árabes Unidos, o Chefe do Estado revelou que alguns jovens moçambicanos enviados recentemente já foram promovidos a cargos de supervisão poucas semanas após iniciarem funções, considerando estes resultados um sinal da qualidade da mão de obra nacional.
O Governo acredita que a criação de uma base de dados com as competências dos cidadãos repatriados permitirá facilitar a sua integração em futuras oportunidades de emprego, tanto em Moçambique como no estrangeiro.

