As bancadas parlamentares da FRELIMO e do PODEMOS realizaram visitas de fiscalização a unidades sanitárias da província de Inhambane, onde identificaram a escassez de profissionais de saúde como um dos principais desafios que continuam a comprometer a qualidade do atendimento aos utentes.
A Bancada Parlamentar da FRELIMO iniciou a fiscalização no Hospital Provincial de Inhambane, a maior unidade sanitária da província, com o objetivo de avaliar o funcionamento dos serviços de saúde e identificar os principais constrangimentos enfrentados pela instituição.
Durante a visita, os deputados reuniram-se com a direção do hospital e receberam informações sobre o desempenho da unidade, constatando que a falta de médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde continua a sobrecarregar os profissionais em serviço e a dificultar a resposta à crescente procura por cuidados médicos.
Paralelamente, os deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS deslocaram-se ao Hospital Rural de Chicuque, no distrito de Inhambane, onde percorreram diversos serviços da unidade para avaliar as condições de funcionamento, numa visita motivada por preocupações anteriormente manifestadas por utentes e profissionais de saúde.
Durante a inspeção, os parlamentares observaram diferentes setores do hospital e ouviram explicações da direção sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia, incluindo limitações de recursos humanos e outras necessidades que afetam a prestação dos serviços.
No final das visitas, ambas as bancadas garantiram que as constatações serão integradas num relatório que será submetido ao Governo, contendo recomendações para reforçar a capacidade do setor da saúde na província.
Os deputados defenderam a adoção de medidas urgentes para aumentar o número de profissionais de saúde, melhorar as condições de trabalho nas unidades sanitárias e elevar a qualidade do atendimento prestado à população.
A falta de recursos humanos no setor da saúde continua a ser um dos principais desafios do Sistema Nacional de Saúde, sobretudo nas províncias, onde várias unidades enfrentam dificuldades para responder à procura crescente por serviços médicos. Essa realidade tem sido apontada, de forma recorrente, por profissionais, organizações da sociedade civil e pelas próprias autoridades de saúde como um obstáculo à melhoria dos cuidados prestados aos cidadãos.

