O Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, desafiou os jovens moçambicanos a adaptarem-se às novas exigências do mercado de trabalho, defendendo que a inteligência artificial (IA), as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e o empreendedorismo representam algumas das principais oportunidades para gerar rendimento e criar emprego.
Em entrevista ao jornal O País, o governante afirmou que o atual contexto económico exige uma mudança de mentalidade, considerando que o emprego já não deve ser encarado apenas como uma vaga na Função Pública ou numa grande empresa.
Segundo Caifadine Manasse, a evolução tecnológica está a transformar o mercado de trabalho, criando novas formas de negócio e de obtenção de rendimento. Por isso, apelou aos jovens para investirem na formação e na aquisição de competências ligadas à economia digital.
“A juventude tem que se adaptar à realidade actual. Hoje ganha-se dinheiro de várias formas. A inteligência artificial, as TIC e o conhecimento estão a diferenciar esta geração das anteriores”, afirmou.
O ministro defendeu ainda que os jovens assumam um papel mais ativo na construção do seu futuro, deixando de depender exclusivamente da intervenção do Estado para conseguirem oportunidades de emprego.
Durante a entrevista, Manasse abordou também a mobilidade laboral, explicando que o Governo continua a reforçar acordos de cooperação com países como Portugal e os Emirados Árabes Unidos, permitindo que os jovens possam emigrar através de mecanismos legais, com formação adequada e proteção laboral.
Relativamente ao Fundo de Desenvolvimento Económico Local, o governante considerou positiva a implementação da iniciativa, embora reconheça que os recursos disponíveis ainda são insuficientes para responder à elevada procura. Defendeu que os beneficiários utilizem corretamente os financiamentos e efetuem o respetivo reembolso, para que mais jovens possam beneficiar do programa.
O ministro destacou igualmente a agricultura como uma das maiores oportunidades económicas para a juventude moçambicana, apelando à mudança de mentalidade em relação ao setor, que considera capaz de gerar riqueza, empresas e postos de trabalho.

