Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas na sequência de uma nova vaga de bombardeamentos israelitas registada na madrugada deste sábado em várias localidades do sul do Líbano, agravando a tensão numa região que continua marcada pela instabilidade e pelo risco de uma escalada militar mais ampla.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde Pública do Líbano, entre as zonas mais afetadas encontra-se a cidade de Haruf, onde foram registadas sete vítimas mortais e dez feridos. Equipas de socorro continuam a trabalhar nas áreas atingidas para prestar assistência aos feridos e avaliar a extensão dos danos causados pelos ataques.
As Forças de Defesa de Israel justificaram a ofensiva alegando que o Hezbollah tem cometido repetidas violações do cessar-fogo estabelecido entre as partes. As autoridades israelitas afirmam que as operações tiveram como alvo posições ligadas ao grupo armado xiita que atua no sul do território libanês.
Entretanto, Israel confirmou também a morte de quatro militares israelitas durante confrontos registados nos últimos dias na região fronteiriça, evidenciando o agravamento dos confrontos entre as duas partes.
A nova escalada ocorre numa altura em que decorrem esforços diplomáticos para alcançar um entendimento entre os governos de Israel e do Líbano. No entanto, persistem divergências significativas, sobretudo em relação à retirada das tropas israelitas de determinadas zonas e ao futuro do desarmamento do Hezbollah.
Analistas internacionais alertam que o prolongamento dos confrontos poderá comprometer as negociações em curso e aumentar os riscos de uma crise regional com impactos humanitários e económicos mais amplos.
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