Dois menores, de 12 e 16 anos, morreram no bairro de Magoanine, na cidade de Maputo, depois de terem recebido atendimento no Centro de Saúde de Magoanine “A”. As famílias acusam a unidade sanitária de alegada negligência médica, afirmando que as vítimas receberam medicação sem a realização de exames que permitissem identificar corretamente a doença.
Segundo relatos dos familiares divulgados pela TV Miramar, os dois menores apresentavam sintomas de doença e foram encaminhados ao Centro de Saúde de Magoanine “A”, onde lhes foi prescrita medicação sem que fosse realizado um teste rápido para despiste de malária ou outro diagnóstico laboratorial.
De acordo com os familiares, o estado de saúde das crianças agravou-se poucas horas após o início da medicação, levando à sua transferência de urgência para o Hospital Geral de Mavalane.
Naquela unidade hospitalar, exames laboratoriais terão confirmado que ambos sofriam de malária. Segundo os relatos dos familiares, médicos do Hospital Geral de Mavalane indicaram que o atraso no diagnóstico e a medicação inicialmente administrada poderão ter contribuído para o agravamento do quadro clínico. As duas crianças acabaram por não resistir.
A morte dos menores gerou forte indignação entre familiares e moradores de Magoanine, que exigem uma investigação às circunstâncias do caso e a responsabilização dos profissionais envolvidos, caso sejam confirmadas falhas no atendimento.
Os residentes denunciam ainda alegados problemas recorrentes no Centro de Saúde de Magoanine “A”, incluindo demora no atendimento, insuficiência de exames e dificuldades no diagnóstico de doenças frequentes como a malária.
Até ao momento, as autoridades de saúde ainda não divulgaram um posicionamento oficial sobre o caso nem confirmaram a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias das duas mortes.
Caso se confirme a existência de negligência médica, os familiares defendem que sejam tomadas medidas disciplinares e criminais contra os responsáveis.

