Um estudo internacional concluiu que pessoas casadas tendem a apresentar melhores indicadores de saúde mental quando comparadas com solteiros ou divorciados. A investigação sugere que o casamento pode desempenhar um papel importante na estabilidade emocional, embora o divórcio esteja associado a um maior risco de problemas psicológicos.
A pesquisa foi desenvolvida por cientistas ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à Universidade de Harvard, analisando dados de cerca de 35 mil pessoas em 15 países.
Segundo os investigadores, homens e mulheres casados revelaram menor probabilidade de desenvolver depressão, ansiedade e outros transtornos emocionais. Os autores consideram que o apoio emocional, a estabilidade e a convivência proporcionados pelo casamento podem contribuir para uma melhor saúde mental.
Por outro lado, o estudo indica que o fim da vida conjugal pode aumentar a vulnerabilidade psicológica. Entre as mulheres divorciadas, os investigadores observaram uma maior tendência para o uso e abuso de medicamentos, enquanto os homens divorciados apresentaram maior propensão para desenvolver quadros depressivos.
Uma das responsáveis pela investigação, Kate Scott, explicou que os resultados demonstram que o casamento pode oferecer benefícios importantes para a saúde mental, ao passo que o processo de separação ou divórcio pode desencadear situações de maior fragilidade emocional.
Apesar das conclusões, os investigadores salientam que os resultados representam tendências estatísticas e não significam que todas as pessoas casadas terão melhor saúde mental ou que todos os divórcios conduzem necessariamente a problemas psicológicos.

