A violência armada em Cabo Delgado continua a agravar a crise humanitária no norte de Moçambique. Desde o início deste ano, pelo menos 124 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido aos ataques de grupos armados, das quais cerca de 52 mil são crianças.
A informação foi avançada pela diretora provincial do Género, Criança e Ação Social em Cabo Delgado, Kiriliana Alberto, que alertou para o impacto crescente do conflito sobre a população infantil.
Segundo a responsável, os distritos de Macomia, Mocímboa da Praia e Nangade continuam entre os mais afetados pela violência, concentrando um elevado número de famílias deslocadas que procuram refúgio em zonas consideradas mais seguras.
As autoridades reconhecem que ainda não existem dados consolidados sobre o número de vítimas mortais provocadas pelos ataques, mas defendem o reforço urgente das medidas de proteção às crianças e da assistência humanitária às comunidades afetadas.
A situação continua a preocupar organizações humanitárias e entidades governamentais, numa altura em que milhares de crianças enfrentam interrupções no acesso à educação, aos cuidados de saúde e a outros serviços essenciais, além dos impactos psicológicos causados pelo conflito.
O Governo e os parceiros humanitários mantêm esforços para prestar apoio às populações deslocadas, mas os desafios persistem devido à dimensão da crise e à continuidade dos ataques em algumas zonas da província.
VEJA TAMBÉM:
Seis vítimas de ataques xenófobos na África do Sul já foram transladadas para Gaza
Reabertura do Estreito de Ormuz faz cair preço do petróleo nos mercados internacionais

