Uma empresa tecnológica está a desenvolver uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) que pretende permitir, no futuro, que familiares conversem digitalmente com entes queridos depois da sua morte, recorrendo às suas memórias, voz e personalidade registadas em vida.
Segundo informações divulgadas pela publicação especializada TechRadar, a tecnologia utiliza entrevistas realizadas enquanto a pessoa ainda está viva para criar uma versão digital capaz de responder a perguntas e manter conversas de forma semelhante ao comportamento do indivíduo.
O processo é conduzido por uma entrevistadora virtual denominada Sara, também baseada em inteligência artificial, que realiza uma sessão com cerca de 45 minutos. Durante a entrevista, o participante responde a questões sobre a infância, relações familiares, momentos marcantes, experiências pessoais, valores e outros aspetos da sua vida.
De acordo com os responsáveis pelo projecto, o sistema dispõe de uma base com mais de mil perguntas pré-definidas, permitindo recolher informação suficiente para criar um perfil digital cada vez mais fiel à personalidade do utilizador.
Os criadores afirmam que o objetivo é preservar histórias de vida e memórias familiares, possibilitando que futuras gerações possam interagir com uma representação virtual dos seus familiares.
A iniciativa, no entanto, também levanta questões éticas relacionadas com privacidade, consentimento e o impacto emocional de uma tecnologia capaz de simular conversas com pessoas já falecidas.
Embora ainda esteja em desenvolvimento, o projecto demonstra como a inteligência artificial continua a expandir as suas aplicações para áreas cada vez mais sensíveis da experiência humana.

