O Governo de Moçambique reconheceu oficialmente a existência de uma crise de combustíveis em várias cidades do país e garantiu que acompanha a situação, prometendo apresentar soluções em momento oportuno.
A confirmação foi feita esta terça-feira pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, que explicou que algumas gasolineiras estão sob forte pressão devido à elevada procura registada nos últimos dias.
Segundo o governante, a corrida ao combustível está ligada a percepções e expectativas do mercado, num contexto internacional marcado por incertezas. O Executivo admite que a situação resulta também de factores externos, incluindo negociações no mercado internacional e o impacto da instabilidade geopolítica.
Valá não afastou ainda a possibilidade de agravamento dos preços dos combustíveis, cenário que poderá depender da evolução da guerra no Médio Oriente. De acordo com o porta-voz, o Governo continua a monitorar o problema e a trabalhar em possíveis medidas para estabilizar o abastecimento.
Durante a sessão do Conselho de Ministros, o Executivo aprovou igualmente a redefinição das atribuições do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS). A medida retira ao fundo as responsabilidades relacionadas com o desenvolvimento rural, que passam a ser assumidas pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, enquanto a tutela sectorial do FNDS passa para o ministro responsável pela área do ambiente.
O Governo assegurou ainda que as famílias afectadas pelas recentes cheias e inundações continuam a receber assistência por parte das autoridades.
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