Terça-feira, Julho 28, 2026
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Moçambique denuncia uso fraudulento da sua bandeira em navio atacado no Irão

O Instituto de Transporte Marítimo de Moçambique (ITRANSMAR) denunciou o uso fraudulento da bandeira moçambicana no navio-tanque DISHA, atacado recentemente em águas territoriais iranianas, esclarecendo que a embarcação não está registada nem autorizada a navegar sob o pavilhão nacional.

Em comunicado, a instituição afirmou que todos os elementos recolhidos até ao momento indicam que a utilização da bandeira da República de Moçambique foi feita de forma ilegal, classificando o caso como uma grave violação do Direito Marítimo Internacional.

Perante a situação, o ITRANSMAR anunciou a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias do caso e identificar os responsáveis pela utilização indevida da bandeira moçambicana.

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Navio foi atacado em águas iranianas

O navio-tanque DISHA foi alvo de um ataque na última sexta-feira, num incidente que ocorreu em águas territoriais do Irão.

A Embaixada da Índia em Teerão confirmou que os 28 tripulantes indianos que se encontravam a bordo estão em segurança. Contudo, continuam por esclarecer a extensão dos danos provocados na embarcação, o local exacto do ataque e a identidade dos seus autores.

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Moçambique procura esclarecimentos internacionais

Segundo o ITRANSMAR, estão a ser recolhidas informações junto de organizações marítimas internacionais e das autoridades dos Estados envolvidos, com o objectivo de esclarecer totalmente o incidente e responsabilizar quem utilizou ilegalmente a bandeira moçambicana.

A instituição reafirma que apenas embarcações devidamente registadas podem ostentar o pavilhão nacional, sendo a utilização abusiva considerada uma infracção grave às normas internacionais que regulam a navegação marítima.

Embarcação transportava GPL

Construído em 1990, o DISHA possui cerca de 230 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 50 mil toneladas de gás de petróleo liquefeito (GPL), combustível utilizado em residências, na indústria e na produção de energia.

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O incidente ocorre numa altura de elevada tensão no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do comércio mundial de petróleo e gás, onde o agravamento das tensões entre o Irão e os Estados Unidos continua a representar riscos para a navegação comercial.

Até ao momento, permanecem desconhecidos os autores do ataque e as circunstâncias exactas em que a embarcação foi atingida.

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