A governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, renunciou ao cargo, segundo avançou o Jornal O País, citando uma fonte da FRELIMO. A decisão surge num momento de forte instabilidade política na província, marcado por alegadas irregularidades na gestão de donativos destinados às vítimas das recentes inundações e por mudanças na liderança provincial do partido.
Até ao momento, as razões que levaram à renúncia não foram oficialmente divulgadas. Também não houve qualquer pronunciamento público por parte do Governo ou da FRELIMO a confirmar a decisão ou a indicar quem assumirá interinamente a governação da província.
Nas últimas semanas, Margarida Mapandzene esteve sob crescente pressão política, numa altura em que o seu nome passou a ser associado à crise desencadeada pelas investigações relacionadas com alegados desvios de donativos destinados às populações afectadas pelas cheias em Gaza. O caso levou igualmente à detenção de vários funcionários públicos e alimentou divisões internas na FRELIMO.
A renúncia acontece pouco tempo depois de a Comissão Política da FRELIMO ter promovido uma profunda reorganização das estruturas do partido em Gaza, incluindo o afastamento do então primeiro-secretário provincial, num processo interpretado como uma tentativa de restaurar a estabilidade política na província.
Nos bastidores, já circulam especulações sobre possíveis sucessores para o cargo, embora nenhuma indicação oficial tenha sido anunciada.
O caso continua a evoluir e aguarda-se um pronunciamento das autoridades sobre a aceitação formal da renúncia e a nomeação de uma nova liderança para a província de Gaza.

